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Música eletrônica setembro 30, 2006

Posted by Melissa Quintanilha in textos.
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Quem me conhece sabe da importância e magnitude que a música eletrônica tomou na minha vida. Eu sei que muita gente acha que música eletrônica não passa de um tuntz tuntz desenfreado para um monte de drogado dançar. Uma pena tanta gente ter essa concepção. Uma pena mesmo. Pois é um estilo musica tão variado, tão rico. Uma noite dançando música eletrônica recarrega minhas energias como nada no mundo. E um festival então? Nossa… é uma daquelas experiências que mudam a vida pra sempre. Sempre volto de um festival diferente de como entrei.

Bom, isso foi uma introdução para colocar aqui um texto do meu amigão de infância Christian. O Christian é super admirador e conhecedor de música eletrônica e escreveu no blog dele um texto maravilhoso que diz tudo que eu gostaria de dizer. O texto é longo, mas quem quiser abrir um pouco a cabeça, se livrar de preconceitos e entender um pouco mais o que a gente sente, aí está:

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Estava eu ontem conversando com uma amiga e mostrei a ela as fotos do Boom. “Que lindas as fotos, que lugar foda. É mais uma daquelas raves?”. Respondi “É sim, e puta que pariu, que rave, uma das maiores do mundo, foi foda demais!” ao que ela simplesmente replicou “Credo!”.

Credo.

Essa foi a palavra usada por ela ainda muitas vezes na conversa até que foi melhor mudar de assunto.

Já me acostumei a muito com essa repúdia que as pessoas tem com a musica eletrônica, e nem fico mais batendo boca. Hoje em dia o que sinto quando escuto essas coisas é pena. Tenho realmente pena de quem pensa assim. Me sinto um privilegiado pelo simples fato de ter nascido com os neurônios arranjados de tal maneira que a musica eletrônica entra no meu cérebro suavemente e me faz feliz.

A música eletrônica tem vantajens sobre as outras e vale muito a pena gostar. Como é bom poder começar a ouvir, ir na primeira festa, curtir aquele som e querer mais. Ai depois você vai na segunda, na terceira e na quarta você reconhece uma musica. Pronto, fudeu, você está fisgado. Reconheceu uma musica em meio aquele tum-tum-tum de maluco? Você já é fã de ME, prepare-se, pois um mundo de possibilidades vai se abrir pra você, cuidado pra não se deslumbrar demais.

A ME te mostra coisas. Mostra que existem muitas vertentes completamente diferentes e que até tem galeras, lugares e eventos específicos pra cada uma dessas vertentes. Quem não conhece e acha tudo a mesma merda não poderia estar mais enganado! É bom perceber isso. Quando você não gosta de algo dificilmente você vai perceber as diferenças e nuances. Pra maioria das pessoas, musica classica é tudo igual, violino pra la e pra ca não é? Mas não é. A ME destroi esse tipo de preconceito exatamente pelo fato de que todo mundo acha que tum-tum-tum é tudo igual e sabemos muito bem que não é nada disso. Lógico que você pode escolher tirar esse conhecimento da ME ou não, pode continuar detestando Axé e falando que é tudo igual, a ME só mostra as coisas pra você.

Como é bom gostar de uma musica que é a cara do futuro e que está apenas começando. Que possui uma quantidade de artistas e produções tão gigante que é impossível acompanhar. Como é bom saber que sempre vai ter novidade por aí. Sim, os outros tipos de musica possuem quantidades massivas de artistas/faixas, mas por exemplo, na musica classica, você só vai ouvir em CD e de vez em nunca ir a uma sinfonia, mas nunca vai ver o Mozart e nem o Beethoven regendo. Nada contra gostar de coisa antiga, rock antigo é o que há, adoro varios já falecidos. Mas convenhamos, não é foda adorar um som e ter a oportunidade de ver o autor daquele som se apresentando e tocando a musica ao vivo? Não só um, mas dois, três, quatro na mesma noite! Isso a ME vai te proporcionar, por que ela é enorme e cresce a passos de gigante.

Como é bom quebrar seus proprios preconceitos. Começar ouvindo fullon, depois passar pro progressivo, progressive house, eletro-house, house, techno, etc, etc (mas continuar gostando de tudo e vez por outra tacar aquele fullonzão velho que te fez se apaixonar pelo estilo a um tempão atrás). Eu costumava dizer que odiava house, que era musica de boiola. Que coisa feia a se dizer, primeiro por que é preconceituoso contra os gays e segundo por que é uma ignorancia completa dizer que um tipo de musica feito para um tipo de pessoas é automaticamente ruim. Estou passando a curtir house cada vez mais e entender por que é um dos estilos de ME que mais bomba no mundo todo. Ter toda essa gama de diferentes estilos na sua carteira de preferencias só traz vantagens. Mas bitolação pode acontecer com qualquer gosto, de comida, roupa, até artes. ME não é remédio milagreiro, mas que é porreta, ah isso é.

Com música eletrônica você pode dançar despreocupado. É disparado o tipo de música que te dá mais liberdade pra dançar do jeito que você quer, com a roupa que você quer, aonde você quiser. Ninguém julga se você está dançando esquisito ou se está simplesmente parado no dancefloor viajando no som.

Que outro estilo musical te arrasta pra locais isolados e lindos? Que outro tipo de musica você curte num festival na praia, no cerrado, em montanhas com visuais e cenários de tirar o fôlego? Trance psicodélico pede isso, e essa associação é uma benção, além de saudável. Muito melhor do que curtir seu estilo preferido em uma boate fechada cheia de gente fumando ou em uma sala tão chique que você tem até medo de esbarrar em algo e quebrar.

A troca de sorrisos. As pessoas estão na pista de dança dançando e querendo trocar energia com todo mundo, você olha para os lados e reconhece em cada sorriso que aquela pessoa está gostando de ver você dançar, reconhece em um rosto de olhos fechados que a pessoa está viajando muito com o som, esse tipo de energia não tem em lugar nenhum. Ok, se quiser, ache que isso tudo está relacionado ao uso de drogas, que como está todo mundo doidão, naturalmente estão sorrindo. Vou dizer uma coisa, drogas não fabricam sorrisos, drogas extravasam emoções, se você for um cuzão careta, vai ser um cuzão drogado.

E as festas? E os festivais? Tem coisa melhor? Já fui viciado em hardrock, em hiphop, em rock progressivo, em instrumental, musica celta, blues, jazz, em rock antigo, etc. Ja fui a muuuuitos shows de mutios dos meus idolos. Que experiencia fantastica foram todos eles (especialmente os workshops dos meus idolos da gaita) mas eu nao consigo compara-los a festivais e as festas fodonas que ja fui. Festival é o clímax dos fãs de trance psicodélico, é como um sonho a se alcançar, um sonho possível, e quando você vai, vê que não exageiro o que tanto falam, é realmente mágico e transformador. Por isso que sinto pena dos meus amigos que falam “credo”. Nunca vão chegar perto de entender o que sentimos quando estamos no dancefloor de um festival, ou descansando em um chillout. Acham que somos todos malucos de ficar cinco dias acampado em lugar onde toca a mesma musica o tempo todo.

É, devemos ser meio malucos mesmo, ainda bem. Se os festivais fossem cheios de gente normal ia ser um saco!

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Presentinho bom setembro 29, 2006

Posted by Melissa Quintanilha in Uncategorized.
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papasan.jpgLembram que quando eu saí da Nationwide o pessoal me deu de presente um vale de $90 da Pier 1, uma loja que eu amo? Pois então… esta semana fui lá com minha amiga e vi que a cadeira que eu estava querendo há tanto tempo estava por $99! Achei ótimo. Dei uma voltinha pela loja só para ter certeza e acabei levando a cadeira mesmo. Ficou lindona na minha sala, num cantinho ao lado da janela e da plantinha de teto. Super aconchegante. Ótimo pra relaxar e ler uns livros. Adorei! 😀

Depois da tempestade… setembro 28, 2006

Posted by Melissa Quintanilha in mestrado.
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Essa historia ta comecando a se repetir. E’ sempre assim. Eu sofro pra tentar criar algo legal. De inicio nao sai bem do jeito que eu quero. Eu vou pra aula toda insegura. E quando os outros alunos comecam a apresentar o que eles fizeram tem cada M… Sei que ainda sao rascunhos, mas nao vi nada muito promissor durante a aula. As brasileiras intercambistas da ESDI nem apresentaram pra turma pois nao estavam prontas mas eu vi os desenhos de uma delas e um deles era a ideia mais legal que tinha visto naquele dia.

Enfim, eu vou pra aula desanimada e saio confiante depois de ver o trabalho dos outros. Nao que eu seja melhor que ninguem, mas nao tinha nada de mais ali tambem. Isso para eu aprender a me valorizar mais.

Teve coisa que alguns alunos mostraram que eu teria vergonha de mostrar. Enfim… Acho que essa minha super auto-exigencia tem seu lado ruim e tem seu lado bom. Eu tenho um senso do que e’ bom e o que ‘e ruim. Parece que outras pessoas nao tem.

A aula foi tranquilissima. O Paul Nini e’ um dos caras mais tranquilos que conheco. Nao que eu ache isso bom, mas pelo menos essa aula deve ser sem estresses. Pra ele tudo ta ok, tudo ta bom. Acabei nao recebendo nenhum feedback significativo nos meus rascunhos entao parece que vai continuar tudo por minha conta. Nesse aspecto eu sinto falta do Brian. As aulas dele eram mais dinamicas e ele nao era nem um pouco bonzinho. O que e’ bom para quem esta querendo crescer na profissao.

Depois da aula, nada como uma yoguinha pra fechar muito bem o dia…

Bleh setembro 27, 2006

Posted by Melissa Quintanilha in mestrado.
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Affff. Ontem tive um dia estressante. Na revista foi tudo normal. Passei o dia no trabalho na mais perfeita ordem. Mas hoje eu tenho que apresentar meus rascunhos iniciais para a marca que vou desenvolver pro studio de yoga e pilates. Achei que esse trabalho ia fluir rapidinho pois foi facil pensar nos conceitos que queria transmitir com a marca. Agora e’ so botar um papel e lapis na minha frente que eu travo total! Passei o dia rascunhando, cheguei em casa da aula de robotica la pras 9 da noite e passei a noite desenhando, sem ficar mto satisfeita com nada. Travacao mesmo! Sei que vou conseguir criar algo legal mas esse inicio normalmente e’ doloroso pra mim. Queria ter mais tempo, mas tambem so fui deixar pra pensar nisso ontem. Poderia ja ter comecado a pensar no fim de semana mas resolvi adiantar outras coisas. Enfim… sem desculpas.

Conversando com o Gui no MSN chegamos a 2 conclusoes: 1. Sou muito insegura, auto-estima baixa, entao esse pensamento de que nao vou conseguir criar algo legal me deixa travada; 2. Tenho medo de papel e lapis porque desenho muito pessimamente e nao consigo me expressar desenhando a mao. Entao isso tb me trava. Mas nao tem coisa melhor do que se expressar desenhando a mao! Mto melhor do que partir pro computador. Enfim… mais uma coisa para eu superar.

Acabaram saindo uns rascunhos semi-satisfatorios. Longe de algo que eu escolheria mas talvez algumas direcoes a seguir. Ou nao. Talvez eu encontre alguma outra nos proximos dias. Hoje vai ter critica na aula. Todo mundo olhando pros rascunhos de todo mundo…

E a aula de robotica ontem tb nao foi das mais legais. Vimos um video ate que interessante mas muito antigo e com projetos viajantes. A aula foi sobre eletricidade, meio viajante. Depois ainda abrimos varias maquinas e da-lhe viagem vendo aquele monte de circuitos e pecinhas. Fiquei me perguntando se aquilo era pra mim. Depois em casa me perguntei se design era pra mim. Sabe aqueles dias que vc nao sabe se esta no lugar certo, na profissao certa? Ontem foi assim…

I’m loving it! setembro 25, 2006

Posted by Melissa Quintanilha in comida, diversao & arte.
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Não é slogan do Mc Donald’s mas eu tô amando muito tudo isso! Agora explico: hoje foi meu primeiro dia de aula “laptopzada”. Genteee, que diferença… Como é ótimo poder realmente adiantar meu trabalho durante a aula, ligar o computador e já ter tudo ali. Todos meus programas, meus arquivos, tudo configurado, sem problemas. Nussa, como passei tanto tempo sem laptop? Agora não quero saber de outra coisa.

E agora estou fazendo o que queria fazer ha tempos. Estou sentada num café com meu laptop usando a internet wireless. Que vida boa. Nunca me senti tão conectada. De qualquer lugar, à qualquer hora, eu posso ter acesso ao mundo via internet. Se for pra Europa ano que vem o laptop vai comigo. Se tudo der certo faço uns freelas de lá. ai ai…

Nao tem preco… setembro 25, 2006

Posted by Melissa Quintanilha in amigos & familia.
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Este fim de semana tive um daqueles momentos “priceless” da vida que eu ja tinha ate desistido de ter aqui em Columbus. Partiu dos meus novos amigos a vontade de sair para dancar musica eletronica. Eu ja soube logo indicar o lugar e avisei que a musica eletronica rolava numa pistinha no andar de cima, ao lado do bar. E nao na pista principal. Na principal rola aquelas porcarias: hip hop, reggaeton. E e’ basicamente isso.

Chegamos e fomos para a pista de baixo na esperanca de ouvir algo diferente. Que nada. So hip hop e pessoas dancando em trenzinho. Affff. Isso me cansa. Mas… resolvemos subir. E em cima tava tocando um eletrohouse de primeirissima! Para minha surpresa eram os DJs Nino Anthony e David Farlow que eu ja tinha visto tocar no Freedom Festival que rolou em Julho no sul de Ohio. Me lembro bem de quando eles tocaram la. Eu estava dormindo bem no meio da pista de danca (sim, vcs leram certo. eu nao consegui sair da pista nem pra dormir) e a musica deles me acordou de tao boa. Um minuto estava em sono profundo, no minuto seguinte estava dancando em cima do cobertor. E dancei o set deles todinho. Foi o melhor da festa.

Entao, olha que legal, naquela pistinha do Carlile club estavam os DJs mais fodoes do festival. Um deles gatissimo por sinal. Com uma mega tattoo no braco direito. E ainda tem uma energia incrivel. Sempre sorrindo, mo astral. Da para ver que o cara ama fazer aquilo. Dancamos a noite toda. Eu, Ro e Ze nao saimos da pista. Todos amaram. E eu? Estava me sentindo em casa! Sai de la renovada. Uma noite dancando musica eletronica de qualidade com amigos queridos e uma das coisas que mais recarrega minhas energias.

E a proxima parada sera Paul Oakenfold dia 5 de outubro! E’ isso ai’ galerinha! Idolo mundial, ja foi eleito melhor DJ do mundo por algumas vezes. Ro e Ze vao comigo! Uhuuuu

Fim de semana de três dias setembro 22, 2006

Posted by Melissa Quintanilha in mestrado, profissao.
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O meu trabalho no primeiro ano na revista foi extremamente estressante. Trabalhei demais, fiz muito mais do que devia e não recebi o devido reconhecimento. Terminei o ano num nível de estresse enorme e com uma raiva absurda do meu chefe. Cheguei a trabalhar chorando nos últimos dias de tão estressada e de saco cheio que estava. O verão chegou e eu tive uma “folga” de 2 meses da revista. Esse período foi ótimo para que eu pudesse me acalmar e analisar tudo com mais clareza. Percebi que o estresse todo foi em grande parte por minha culpa pois eu não soube impor limites, não soube dizer não e me valorizar.

Como não consegui aquele outro emprego e vou ter que ficar na revista por mais 9 meses (1 ano letivo) resolvi mudar totalmente a minha postura e me manter firme desta forma. Em primeiro lugar consegui um dia da semana de folga, daí o assunto do post. Eu sempre pedi para trabalhar um dia por 8 horas para poder folgar outro, mas o chefe sempre dizia que não. Desta vez a editora nova pediu um dia de folga e resolvi pedir um para mim também. Nada mais justo. Como não tenho aula na 6a, pedi este dia de folga. Então 6a é um dia que eu nem preciso sair de casa se não quiser. Posso acordar, fazer uma ginástica com calma e passar o dia em casa estudando e organizando minhas coisas. Perfeito! Fim de semana de 3 dias era tudo que eu sempre quis para poder descansar e botar meus estudos em dia.

Algumas outras resoluções no trabalho:
* Enquanto eu estiver trabalhando na revista, estou trabalhando NA revista. Nada de ficar atualizando o site ou atendendo a outros pedidos. Cometi muito este erro antes. Eles me pedia mil coisas, eu tentava fazer tudo ao mesmo tempo, me estressava e a revista acabava ficando uma correria só. Então desde que eu voltei, no dia 5 de setembro, que não toquei no site. Estou só trabalhando na revista. E tô conseguindo fechar essa revista no prazo, sem estresses, sem correrias. Tranquilidade total.
* Não faço mais hora extra. Se tiver algum evento para cobrir eu, de preferência, compenso as horas antes do evento. Amanhã vou ter que fotografar por 1 hora uma social de professores e funcionários latinos e já compensei essa hora previamente.
* Não trabalho mais em fim de semana. Nada de ficar saindo para fotografar evento sábado ou domingo.
* Não quero trabalhar na revista em junho do ano que vem. Até lá espero já ter encontrado outra coisa. Assim posso ir para a Europa logo no início de junho e falo para ele já contratar outra pessoa. Mas pra isso ainda falta…

Minha nova atitude na revista tem funcionado muito bem por enquanto. E vou me manter firme. Se vou ficar lá por mais 9 meses não quero estresses. Meu principal foco sempre será o mestrado!

Sobre estar sozinho setembro 21, 2006

Posted by Melissa Quintanilha in textos.
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(texto enviado pela amiga Re. Eu finalmente aprendi que primeiro devo ser feliz sozinha para entao ser feliz em um relacionamento. A felicidade esta dentro de nos, so depende de nos, e nao de fatores externos.)

Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o inicio deste milênio. As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor.

O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar. A idéia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos. Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher. Ela abandona suas características, para se amalgamar ao projeto masculino. A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei. Se sou manso, ele deve ser agressivo, e assim por diante. Uma idéia prática de sobrevivência, e pouco romântica!

A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade, pelo amor de desejo. – Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso – o que é muito diferente. Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas, e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras.

O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um companheiro de viagem. O homem é um animal que vai mudando o mundo, e depois tem de ir se reciclando, para se adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo. O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral. A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado. Visa à aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades. E ela só é possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade.

Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva. A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa. As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem. Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado. Cada
cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém.

Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto. Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal. Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só
podem ser encontradas dentro dele mesmo, e não a partir do outro. Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.

O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.

2º ano de mestrado: Aí vou eu! setembro 21, 2006

Posted by Melissa Quintanilha in mestrado.
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Foi dada a largada, galerinha! Ontem já tive minha primeira aula. Vai ser mais uma dessas aulas de studio sinistras. Mas tô muito animada e sem medo dessa vez. Essa aula é para criar a marca e varias aplicações para a identidade visual de uma empresa. A gente pode criar a marca para uma empresa fictícia, para alguma já existente ou para 3 clientes que mostraram interesse. Eu resolvi não escolher os clientes propostos pelo professor ou fazer algo fictício. Resolvi criar a identidade visual para o Alpha State, studio de yoga para o qual entrei recentemente. Eu queria fazer algo relacionado a yoga e bem estar. Melhor do que fazer para um studio imaginário é fazer para o que eu frequento. Ainda vou conversar com a dona sobre isso mas acredito que ela vá topar, já que é grátis. E ela pode usar a marca resultante ou não. Se ela quiser que eu faça o site depois, eu cobro à parte. Mas aí já são outros 500…

E amanhã eu tenho minha aula de robótica. Sim, vocês leram certo: robótica! Lá vou aprender sobre sensores, circuitos e como criar objetos interativos! To apreensiva e animada em relação a essa aula. Vai ser ralação pois é um assunto totalmente novo pra mim. E o projeto final é um protótipo funcional! Vai ser o primeiro protótipo da minha tese e fará parte de uma exposição em dezembro. Vou até poder chamar os amiguinhos pra ver!

Ainda no assunto “volta às aulas”, meu Mac já está prontinho pra rodar comigo por aí. Já instalei a maioria dos programas e à partir de semana que vem ele vai ser meu fiel escudeiro. Como pesa o bichinho na mochila com todo o resto das minhas tranqueiras…

Albergue da Mel setembro 20, 2006

Posted by Melissa Quintanilha in amigos & familia.
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5:00 da tarde de ontem recebi a seguinte ligacao:
– Oi Melissa, aqui e’ o Mauricio.
– Ooooi Mauricio? Tudo bem? E ai, ja voltou da Bolivia?
– Sim, acabei de chegar. To com minha mudanca toda no meu carro e nao tenho onde dormir.
(silencio)
– Hmmm. Pode ficar la em casa entao. Nao vai dormir na rua.

Entao agora estou com mais um hospede no albergue da Mel. O Mauricio chegou da Bolivia na vespera do inicio das aulas sem ter um lugar para morar pelos proximos 9 meses. A sorte e’ que acabou de vagar um apto no predio ao lado do meu. Ele foi ver o apartamento hoje e ficou satisfeito. So que so estara vago no dia 4 de outubro, ou seja, daqui a 2 semanas. Eu disse a ele que ele pode ficar la em casa por esse tempo se ele realmente quiser o apartamento. Se ele se mudar pra la eu ganho um desconto de $200 no meu aluguel de novembro. Nada mal, hein? Vou me oferecer de dividir a grana com ele mas to achando q ele nao vai aceitar pois esta meio sem graca de ficar la em casa por 2 semanas.

Mas a vida e’ assim, ne? Um dia voce ajuda e outro dia e’ ajudado. Gosto de fazer pelos outros o que gostaria que fizessem por mim. Assim que me mudei quem morou comigo por 5 dias foi a Edith, namorada do Mauricio na epoca que estava de mudanca pra Franca. Desde entao recebi a visita do Klaus, meu amigo alemao de Princeton, e meus pais em Agosto. E agora mais um “desabrigado”. E vamo que vamo. Se nao der certo como designer eu abro um albergue.