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Encerrando um ciclo (por Paulo Coelho) março 17, 2007

Posted by Melissa Quintanilha in textos.
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Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final.

Se insistirmos em permanecer nela mais que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.

Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos – não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.

Foi despedido do trabalho? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?

Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu.

Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó.

Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou sua esposa, seus filhos, seus amigos, sua irmã, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.

Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardio, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar. As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora.

Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração – e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.

Deixa ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.

Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não tem data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará. Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa – NADA É INSUBSTITUÍVEL, um hábito não é uma necessidade.

Pode parecer óbvio, pode ser difícil, mas é muito importante. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.

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Comentários»

1. camila - março 17, 2007

Ei Mel!!!

Ja tinha lido esse texto, mas ” por acaso” entrei no te blog e re li… Ja espanando velhas recordacores nao entendidas….

te vejo daqui a pouco,
beijo

2. Renata - março 17, 2007

Oi Melissa! Tenho lido seu blog nos últimos dias e acho que entendo porque você colocou esse texto.
Espero mesmo que você consiga aos pouquinhos mudar o que não está bom e viver intensamente tudo que tem de melhor na sua vida HOJE!
Um ótimo final de semana para vc!
Renata

3. marilia - março 17, 2007

MUIIITTTTOOOO LEGAL este texto . Eu não conhecia . AMEI . Vivendo e aprendendo , não importa a idade . Beijos , meu filho .

4. Jo - março 18, 2007

Mel,

ser “quem você é”, com certeza é muito melhor do que ser “quem você foi”… porque “quem você é” nada mais é do que a versão melhorada de “quem você foi” afinal, não é à toa que vivemos tantas experiências entre o “fui” e “sou”… Um bom vinho, so enobrece com o tempo!

Mas tenha a certeza que, MUDAR é a melhor coisa que inventaram…
Nada faria sentido se não tivessemos a certeza de que de uma hora pra outra podemos simpelsmente MUDAR e fazer melhor!

So nao se esqueça que algumas coisas não devem ser “descartadas”…. o melhor mesmo é guardá-las, nas gavetas ou no fundo do coração!

Beijos!

5. leninha - março 18, 2007

Oi Mel, lindo texto, serve para mim que vivo tentando entender o agora pensando no passado. rs. Mas nao é assim tao fácil deixar tudo para trás né? O importante é ter consciência da própria forca e limite, para poder pedir socorro a tempo aos mais próximos nos momentos de crise, porque ninguém é de ferro. Uma ótima semana para vc. Bjos
Leninha

6. designando - março 18, 2007

Eu concordo com a Jo: guardar nas gavetas ou no fundo do coração. Tem umas coisas na minha vida que eu tô guardando com muito carinho sim 🙂 Enquanto isso vou vivendo o agora.

Que bom que o texto tocou muita gente, né?

7. Edson Marques - março 18, 2007

Melissa,

O texto do Paulo Coelho publicado por você está perfeito!

Só a perda abre caminho paa o novo.

Se você não encontrar razões para mudar, invente-as.

Abraços, flores, estrelas..

8. Lucélia Proazi - julho 13, 2007

Este trecho do livro de Paulo Coelho é lindo demais e muito REAL tbm, infelizmente temos q aprender a ganhar, mas a perder tbm, pq nunca sabemos qdo virá uma coisa ou outra. Como diz o ditado “Quem vive de passado é museu”. E nunca se esqueçam Ñ SE PODE PERDER AQUILO Q NUNCA SE TEVE!!!! Bjos a todos os q concordam com esse trecho.

9. Darneide - outubro 29, 2008

Oi! Sou visitante pela 1ª vez e cara adorei esse texto que você colocou. É uma verdade muito difícil de ser aceita na prática, e quando se fala em perdas é pior ainda, porque não fomos preparados para perder, mesmo que essa perda de agora seja um ganho maior no futuro.
Mas é assim mesmo adimitir que se trata de “verdades” já é um grande princípio.
Tchaaalllll!!!!!

10. ALEX MELO - novembro 4, 2008

PAULINHOOOOOOOOOOOO….
ADOOOOOOOOOOOOREI SEU TEXTO..
SUPER SHOW CARA…
ACABARAM DE ROUBAR MEU CELULAR, MAS EU TO FELIZ, POIS NIGUÉM DO PASSADO VAI LIGAR MAIS PARA MIM, ENCERREI O CICLO COM ELE!!!

OBRIGADO MESMO BROTO!!!

11. Ana Beatriz - janeiro 6, 2010

esse texto eé lindo .
a vida é um ir e vir
e sempre encerrando ciclos !

12. Marcos César - fevereiro 2, 2010

Magnífico texto. Se formos ou pelo menos tentar ser assim a cada dia… tenho certeza que nossas vidas seria bem melhor, com mais emoção e conseguiríamos aproveitar o máximo de nossas vidas! RENOVE!

FORÇA SEMPRE!

13. cassia - maio 28, 2010

Olá
O texto é lindo, mas uma cópia de fernando Pessoa, não adianta quem sabe escrever sabe. Literatura é para poucos, e Paulo Coelho não tem nada de literário, ele tem o povo que pouco entende de poesia, cultura e outras coisas mais. Impossível compará-lo a Fernando Pessoa, esse sim, sabia escrever e criar muito bem.
Mas mesmo assim vale a leitura se ela for bem entendida.
Abçsss

14. André - março 3, 2011

Ôhhhh Cássia deixa de ser ridícula menina. Alguém perguntou se o Paulo Coelho era literário? E só porque vc gosta do Fernando Pessoa todo mundo tem q achar o mesmo? Bem acho que vc não sabe p.. nenhuma de literatura e mto menos de amor, deve ser uma gorda mal amada, ou então uma esquelética triste da vida! Existem 2 tipos de brasileiros, o primeiro é simples, humilde, inteligente e culto ou não culto mas não deixa de ser uma pessoa interessante. O segundo é igual a vc, completamente imbecil não têm nada na cabeça e pior de tudo IDOLATRA EXTRANGEIROS, ou seja as verdadeiras putas que infelizmente temos por aqui

Patrícia - novembro 20, 2011

nossa, pegou pesado….e o texto NAO é do Paulo Coelho mesmo, é do Fernando Pessoa…

Patrícia - novembro 20, 2011

existem dois tipos de brasileiros? kkkkkkkkkkkkkkk….ri muito aqui…quanta generalização!!!!!!!

15. camila balbino - maio 10, 2011

é tudo oq sinto e nn sei
dizer apenas
isso é minha vida.

16. Lidiane - setembro 27, 2011

Trecho de qual livro?

17. Evandro - dezembro 6, 2011

Oi. Mto loco esse texto. Eu ia até dar o “toque”, também, que ele é do Fernando Pessoa e não do Paulo Coelho (conceituações particulares e folosóficas sobre cada um deles a parte daqui, né). Particularmente curto os dois. Lindo demais… e de muito bom gosto ter disponibilizado a todos. Parabéns, escolheu “a dedo”.

Adorei este texto, porque entendo que fala da “mágica” que acontece em cada um dos nossos dias. Eu descobri uma coisa e vou passar pra todos. Essa “mágica” que me referi acontece todos os dias, dia a dia ela acontece e o fechamento de um cíclo é uma mágica. A gente tem que ter “tato” pra sentir a mágica que acontece em cada um dos dias da nossa vida, não para nunca, sempre tem.
Mas, a “mágica” nem sempre é bacana, é boa, ou melhor, nem sempre ela aparenta um lado “bom”, as vezes essa “mágica” é depressiva, ruim, mas é a mágica “daquele dia”.
Os fechamentos de ciclos não passam de “mágica” também, daquele dia em que o “fechamento do ciclo” ocorreu. As vezes essa “mágica” (fechamento de ciclo) é tão difíceis de aceitar mas é a mágica daquele dia.

O que temos que fazer é simplesmente “saber” que todo dia tem a “sua mágica” e ter “tato” pra observar qual será a mágica do dia seguinte.

O que mais temos que ter cuidado é não trazer as “mágicas” de dias que já foram, mágicas que são daquele dia “x” para o dia de hoje, porque poderemos deixar de ver a “mágica” do dia de hoje pensando em uma “mágica” de um dia que já passou, em uma mágica que é daquele dia lá.

Tem pessoas (as vezes a gente faz també) que trazem “mágicas” que são de dias que já foram, trazem por uma semana, trazem junto por um mês, por um ano, até mesmo trazem mágicas “ruins” por uma década, por não “se tocarem” disso.

Embalei aqui, valeu vou nessa. Bjs. Evandro Sales Graeff. Abraço a todos
evgraeff@uol.com.br

18. Tereza - julho 5, 2014

Oi , sou visitante buscando uma resposta. Me falaram que eu vivo vários ciclos ao mesmo tempo. Que a minha vida sempre foi assim e que vou viver isto…vim aqui para viver isso. Não sei o que significa…não sou apegada ao passado…mais bem o contrário…mudo de casa de dois em dois anos…e dou muita coisa ….não tenho nada que me prenda ao passado….você pode me explicar?


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