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100.000 junho 25, 2008

Posted by Melissa Quintanilha in blogosfera.
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Ontem este bloguinho com 1 ano e 2 meses de vida chegou a marca de 100.000 visitas! Queria agradecer ao pessoal que sempre passa por aqui, mesmo que fiquem caladinhos. Eu sinto as boas energias chegando sempre. Obrigada.

Antes do wordpress, meu blog estava no blogger de maio/2004 a maio/2006. Ao todo estou a 4 anos blogando, exatamente o tempo que estou morando fora.

Pra comemorar a marca de 100.000, aí vai uma frasezinha legal do Mario Quintana:

Continuem sonhando..
E pensando positivo 🙂

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Carteira de motorista! junho 24, 2008

Posted by Melissa Quintanilha in viver nos EUA.
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Uhuuu! To com a minha carteira de motorista americana na mao. E por pouco nao consigo… Mesmo depois de ter praticado varias vezes, sem nunca tocar nos pitocos, consegui a proeza de *derrubar* um pitoco na hora do teste. Afff! Minha sorte e’ que o cara me deixou dar o jeitinho brasileiro e fazer o teste de novo. Da 2a vez foi tranquilinho. Ufa… que alivio! Se o cara encrencasse eu teria q esperar uma semana pra marcar um novo teste.

Menos um item da lista!
Agora essa semana to finalizando meu trabalho na Ohio State e semana que vem estarei de ferias!!!

Pensamento positivo! junho 23, 2008

Posted by Melissa Quintanilha in profissao.
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Amigos, me ajudem numa corrente de pensamento positivo?

Uma amiga minha da Ohio State aplicou para receber a autorizacao de trabalho pois ela tambem e’ estrangeira e vai trabalhar na Dreamworks na California. Ela aplicou no final de maio, recebeu a confirmacao poucos dias depois (assim como eu) e recebeu a autorizacao neste sabado! Se ela aplicou uns 10 dias antes de mim e recebeu a autorizacao agora. Entao teoricamente a minha autorizacao deve estar chegando nos proximos 10 dias.

Se chegar logo eu vou poder marcar minha mudanca pra umas 3 semanas depois e ja vou pra Seattle de mala, cuia, pai e mae! Torce ai, gente!!! Uhuuuuuu

Diferenças culturais à mesa junho 19, 2008

Posted by Melissa Quintanilha in viver nos EUA.
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Os Estados Unidos são famosos pela cultura do fast food, on-the-go, drive-through… Eles acham que sentar 1 hora para uma refeição é perder tempo. A primeira vez que ouvi o termo brown-bag lunch foi aqui. Isso significa que cada um leva seu saquinho de papel com almoço para uma reunião de meio-dia à 1 da tarde. Isso à princípio me chocou e depois vi que é hábito comum em tantas empresas.

Já cansei de ver gente comendo enquanto anda, enquanto dirige, enquanto fala ao telefone. “Temos que ser produtivos, mesmo quando estamos comendo!” — eles devem pensar. Por isso que os carros daqui são cheios de mug holders pois todos os americanos saem pra trabalhar com aquela mega caneca térmica de café. Pois não podem sequer gastar uns 5 minutinhos em casa pra apreciar um cafezinho matinal.

Sempre que saio pra jantar fora aqui, acabo me frustrando. E durante a refeição eu tento “ensinar” à garçonete como se deve servir um jantar. Depois eu lembro que um bom serviço pra eles é um serviço rápido: a pessoa mal acaba de comer e já vem a sobremesa. Antes de acabar a sobremesa, a conta já está lá. “Whenever you are ready”.

Hoje fui a um restaurante italiano com as amigas. Comida italiana, serviço americano… claro.

Já escolheram o que vão pedir?
– Não, minha filha, estamos ainda colocando o papo em dia.
(5 minutos depois)
Já escolheram?
– Tá bom, traz um carpaccio de entrada e deixa a gente pensar um pouco mais.
(depois do carpaccio e alguns minutos)
Prontos pra fazer o pedido?
– Ainda precisamos de uns minutinhos…
(mais alguns minutos)
Prontos?
– Tá bom, tá bom, você venceu…
Aqui os pedidos vêm à medida que ficam prontos. Ok?

(Uma pausa aqui: Eu acho que é uma regra mundial que todos os pratos devem chegar à mesa ao mesmo tempo e se isso não acontecer, todo mundo espera os pratos chegarem pra começar a comer.)

– Não moça, traz tudo junto por favor.

(Os pratos chegam e 2 amigas terminam de comer antes enquanto eu e Lu ainda estamos degustando nossas delícias italianas).

Vocês querem ver o menu de sobremesas?
– Moça, não vê que eu e minha amiga ainda estamos comendo?
(alguns minutos depois)
Querem ver o menu de sobremesas?
– Não, ainda não terminamos. Sobremesa só depois que todo mundo termina, ok?
(Nisso eu termino mas a Lu ainda não. E lá vem a garçonete de novo)
Quer que eu coloque o resto da sua pizza numa box?
– Não… eu AINDA estou comendo, por incrível que pareça.
(E ela ficou um tempinho sem incomodar)

Pedimos a sobremesa e antes mesmo de terminar, a conta já estava na mesa.
E se eu quisesse um cafezinho?
Mesmo se quisesse, à essa altura do campeonato já tinha desistido mesmo.

Mais um caso pra minha lista de frustraçõezinhas diárias com a cultura americana.

Uma coisa que não entendo é: se estou saindo pra jantar é pq não estou com pressa. Durante um almoço em dia de semana talvez, mas durante um jantar nunca. Pra que essa pressa constante, meu Deus? Não consigo entender…

Frase do dia junho 18, 2008

Posted by Melissa Quintanilha in textos.
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“Ha’ duas formas para viver sua vida. Uma e’ acreditar que nao existe milagre. A outra e’ acreditar que todas as coisas sao um milagre.”
Albert Einstein

Saindo do exílio junho 18, 2008

Posted by Melissa Quintanilha in divagacoes, mestrado.
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Esses últimos 3 anos foram anormais pra mim. Eu vivi em Columbus mas sempre dizia que vivia mesmo numa bolha pois não sobrava tempo pra quase nada além do mestrado. Minha vida era praticamente faculdade e casa. Chegava em casa e sempre tinha algo pra fazer. Foram muito raros os dias que cheguei em casa e pude relaxar. Quando se faz um mestrado, o trabalho nunca acaba. Não é como um emprego onde você trabalha de 9 as 6 e pode descansar o resto do tempo se quiser. Num mestrado a sua pesquisa, tese, projetos e aulas não acabam às 6 da tarde. Vão pra cama com você, às vezes aparecem nos sonhos (hello amebeats e buddywall!) e reaparecem no dia seguinte.

Foi pauleira meu mestrado. O primeiro ano foi um tanto desumano. Eu não tinha tempo pra mim e raramente pros amigos. Fim-de-semana era quando eu tinha tempo de adiantar meus projetos. Nas poucas vezes que saí, me decepcionei. Ia para esses bares e boates típicos de universidade americana e não me identificava com as pessoas ou com o tipo de diversão. Não me identifico com os americanos “padrão”. As meninas com cabelo loiro escorrido, voz de taquara rachada e que quanto bebem passam de santas a putas em 1 nanosegundo. Os meninos com camisa de futebol americano, boné, e quando bebem viram uns estúpidos que só querem saber de berrar e dançar trenzinho com as meninas. Ver isso no meu primeiro ano me deixou tão frustrada… e eu tava tão ocupada que acabei optando por mergulhar de cabeça no mestrado.

O 2o ano foi um pouco melhor e eu tive bons momentos com algumas poucas amigas brasileiras que fiz por aqui.

Deixei de conhecer melhor muita gente legal por falta de tempo. Sim, eu não me identifico com o americano “da média”, mas conheci muito americano legal. Só não tive tempo de aprofundar uma amizade. Acabei ficando mais com o grupo de amigos brasileiros. Estava sempre estudando e trabalhando e quando tinha um pouquinho de tempo, saía com eles ou simplesmente descansava pois ficava esgotada.

Agora que o mestrado acabou e eu estou indo pra uma nova cidade recomeçar do zero, fico com aquele medo de continuar meio isolada. Mas o que me isolou mesmo foi a quantidade excessiva de estudo e trabalho durante o mestrado. A falta de tempo que me perseguiu por 3 anos.

Em Seattle quero voltar a ter uma vida “normal”. Claro que vou me dedicar ao trabalho, vou continuar estudando e construindo meus projetos pessoais. Mas quero conhecer gente, conhecer lugares. Quero me sentir bem lá. Quero ter amigos com os quais eu tenha prazer de estar. Pra isso é preciso tempo, que faltou nos últimos anos.

Mudar dá sempre um medinho, mas eu tô pronta.

Vou aproveitar as últimas semanas em Columbus pra sair com os amigos que fiz aqui, me reencontrar com pessoas que gosto e nunca tive muito tempo, passear por aqui… Pois é capaz de eu não voltar mais.

Mais duas semanas… junho 16, 2008

Posted by Melissa Quintanilha in divagacoes, mestrado.
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… e c’est fini.

O mestrado acabou mas meu trabalho na Ohio State continua até o fim do mês. Tem sido tranquilo pois posso fazer meu horário contanto que trabalhe 20 horas por semana. Minha chefe continua exigente até dizer chega e eu vou fazer o que der nas próximas semanas tentando não levar nada pro lado pessoal.

Junto com o mestrado acabou também minha vontade de viver em Columbus. O mestrado foi um período de muita ralação e crescimento. Eu fiquei focada nisso 99% do meu tempo. De vida normal não tive muito (fora as viagens). Agora estou na contagem regressiva pra sair daqui, ir logo pra Seattle e recomeçar por lá.

Ando sem vontade de fazer nada, até com preguiça pro trabalho. Preciso de um tempo sem pensar em nada depois desse mestrado pra poder depois recomeçar… renovada. Queria mesmo sair dos EUA por um tempinho mas estou sem dinheiro pra viagens grandes. Mas a vinda do Davide em Agosto vai trazer um pouco da Europa pra cá e com isso transformação e paz pra minha mente.

Hoje vou falar dele junho 14, 2008

Posted by Melissa Quintanilha in divagacoes, saudade.
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Tem quase um ano que essa história começou e eu nunca comentei por aqui. Sempre fico com um certo medo de falar muito da minha vida pessoal no blog. Não sei porque esse receio. Talvez pq meu blog tenha uma média de 150 leitores diários e só devo saber quem são uns 10. Mas eu nunca tive problema com o blog. Nunca tive problema com nada do que falei. Então pra que o medo? Enfim, vamos lá… 😛

Tudo comecou há um ano atrás quando fiz aquela viagem de 2 meses sozinha pela Europa. Lembro bem de um papo que tive com meu melhor amigo antes de viajar onde ele me dizia para ficar muito atenta à todas as pessoas que conhecesse pois nessa viagem eu conheceria uma pessoa especial que mudaria minha vida. Ele falou com tanta certeza que eu fiquei curiosa para ver se ele realmente tinha razão.

Eu saí de Columbus com a viagem toda planejadinha. Sabia todo o meu roteiro, quantos dias ficaria em cada lugar e tudo mais. Só que na Inglaterra eu conheci um brasileiro que me falou de um festival na Italia no começo de Agosto. E em Praga conheci outro brasileiro que estava indo pro mesmo festival. Meu deu a louca e resolvi que tinha que ir nesse festival de Italia de qualquer forma. Rearrumei todo meu roteiro que estava tão arrumadinho há tempos. Resolvi ir direto de um festival na Alemanha para esse festival na Italia. Peguei 24h de trem pra pular de um acampamento a outro. Conheci um brasileiro amigo desse que tinha conhecido na Inglaterra na estação de Milão e fomos juntos. Chegando na Itália conhecemos mais outros 3 brasileiros e acampamos todos juntos.

Só que uma noite eu me perdi de todo mundo e fiquei vagando pelo festival sozinha. Estava andando por uma área escura onde mal dava pra enxergar onde estava pisando. Pessoas passavam pra lá e pra cá com suas lanternas mas eu tinha esquecido a minha então estava andando com cuidado. Até que vi que a lanterna de alguém estava iluminando meu caminho. Andei mais devagar pra ver se a pessoa passava e nada… “Que estranho”, eu pensei. Até que “a pessoa” me disse algo em Italiano que eu não entendi pois não falava italiano na época. Eu disse que não falava a língua e começamos a conversar em inglês. Um papo que era pra durar uns 20 minutos está durando quase 1 ano. Nos identificamos aquela noite pois percebemos logo que eramos muito parecidos. Acabamos passando a noite toda juntos. E peguei o e-mail dele.

De Florença resolvi escrever pra dar um alô e falar dos meus planos de viagem. Tinha visto no mapa que ele não morava muito longe de Florença, onde eu estava. Minha próxima parada era Roma e ele perguntou se eu não achava legal se ele fosse pra Roma comigo. Uma história dessas só acontece em viagem mesmo. E eu pensei “Pq não?”. E lá estava eu na estação de Florença pronta pra viajar com um Italiano praticamente desconhecido. E olha… ainda bem que eu não segui a razão nesse momento. Pois conheci a pessoa mais maravilhosa que poderia conhecer na minha vida. Passamos 4 dias maravilhosos em Roma, nos demos tão bem. Depois disso ainda passei 2 dias na casa dele em Bologna e nos despedimos com a promessa de que nos veríamos novamente.

Ainda na Europa trocavamos diariamente mensagens no celular. A história continuou via e-mail, skype, MSN, telefone, SMS… Todos os meios virtuais que se possa imaginar. E em Novembro do ano passado a gente se reencontrou em NYC. Primeira vez dele nos Estados Unidos.

O segundo encontro foi na Italia em Abril quando fui participar do congresso. E o terceiro foi ha 2 semanas, aqui mesmo em Columbus — 2a vez dele nos Estados Unidos. O próximo será em Agosto, em Seattle. Esse vai durar um pouco mais: de 2 a 3 semanas e vamos poder viajar pela costa oeste.

Se um dia vamos conseguir estar juntos fisicamente, eu não sei. Mas essa história já me deu mais alegria que todas as minhas histórias “sem restrições geográficas” juntas. E isso pra mim é um sinal de que é preciso ter fé, e ir vivendo um dia após o outro. Continuo acreditando que o futuro me reserva boas novas. 🙂


Fotos da formatura junho 12, 2008

Posted by Melissa Quintanilha in mestrado.
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Estao online as fotos da minha formatura que foi no domingo.

Agora trabalho ate o fim do mes na Ohio State e c’est fini!
Minha vida em Ohio esta com os dias contados! Uhuuuuuuuuuu.

Ja estou providenciando minha carteira de motorista e no meio de Julho vou pra Washington com meus pais. Como minha autorizacao de trabalho so vai sair la pra Agosto, vou ficar na costa oeste de meio de julho ate quase final de Agosto. Depois volto pra Columbus so pra fazer a mudanca.

Finalmente formada junho 9, 2008

Posted by Melissa Quintanilha in mestrado.
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Domingo foi a cerimonia de formatura da Ohio State. Eu agora sou oficialmente mestre. Entrei no estadio de futebol da Ohio State de beca, peguei meu diploma e vi meu nominho la na lista de formandos. Tava um forno! 35 graus e eu na arquibancada de beca preta e chapeuzinho. Acho que nunca passei tanto calor na vida. Mas foi bonita a cerimonia e eu fiquei feliz de estar passando por esse momento sonhado a 3 anos. Lembro bem dos dias que eu olhava pro estadio e pensava que nao via a hora de estar la sentada no dia da minha formatura. Finalmente terminou! Agora sou Melissa Quintanilha, BS e MFA (Bachelor of Science e Master of Fine Arts). Proxima missao: conquistar o mundo! hehehe

Meus pais chegaram na 6a feira, a tempo de participar da formatura. Depois da cerimonia fomos jantar fora no Red Lobster. Me esbaldei com um prato de camarao e lagosta. Delicia!

E agora vou ter que passar um periodo “de molho” em Columbus pois a Microsoft so vai autorizar minha mudanca quando sair minha autorizacao de trabalho. A minha documentacao foi entregue na 6a passada e o processo leva de 2 a 3 meses. Ou seja, essa autorizacao so deve sair la pra Agosto e so’ ai que vou poder marcar a minha mudanca.

Eu queria tanto poder ir pra Washington com meus pais, explorar a regiao e ja ir procurando apartamentos e coisas pra fazer. Agora que me formei nao vejo mais nenhum proposito em permanecer em Columbus (alem do meu emprego que vai ate o fim do mes). Meus pais ainda estao vendo se vai ser viavel financeiramente ir comigo pra Washington. Como a Microsoft ainda nao autorizou minha mudanca, a viagem pra la seria toda por conta nossa. Entao, veremos…