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Essa vida de sozinha outubro 23, 2008

Posted by Melissa Quintanilha in divagacoes.
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Eu já sofri muito mais com isso, e acho que agora me acostumei. Tudo bem que acabei de me mudar e é normal estar um tanto sozinha. É normal tomar café e jantar sozinha todos os dias. É normal beber uma taça de vinho a noite ao som de Philig Glass. Nossa, me senti uma velha agora falando isso. Aliás, eu tenho medo de estar me tornando uma velha antes do tempo. Desde que vim morar nos EUA que virei tão caseira. Depois de muito tentar em Ohio, eu acabei percebendo que uma noite em casa, descansando e vendo um filme me satisfazia muito mais do que ir para lugares onde não me identificava. Eu aqui entrei pra um grupo de música eletrônica de Seattle onde eles anunciam eventos e rolam algumas discussões. Até que tem coisa acontecendo. Não é como no Brasil ou Europa, mas acho que eu acharia umas noitadas boas por aqui. Mas a pedra no meio do caminho é sempre a mesma: vou com quem pra uma festa de música eletrônica? Sozinha? E de ônibus? Nem pensar, né? Se eu morasse numa cidade como Amsterdam, Roma ou Paris, juro que me aventuraria pelas nights sozinha mesmo. Depois pegava um metrô pra voltar pra casa. Mas aqui é tudo longe e difícil pra quem não tem carro. Confesso: sinto muita falta de estar numa cidade grande. Eu cresci no Rio de Janeiro, minha gente. Em Ipanema. Era andar 10 minutos e tava na praia. Bares e boates em toda esquina. Vários amigos morando na minha rua. Ia à pé pro curso de francês. Pegava ônibus pra qualquer canto. Tinham 1001 festas que bombavam absurdamente e eu simplesmente amava. E aqui eu tô com essa vida mais pacata, sempre focada no lado acadêmico ou profissional. Claro que valeu a pena. É só olhar até onde cheguei. Mas sinto a falta da animação, do agito. É legal ficar em casa relaxando. Mas também é tão legal dançar a noite inteira, até os pés pedirem arrego.

Hmmm. Desde que eu vim morar nos EUA que eu vivo com um eterno paradoxo. Morro de saudade do Brasil, da vida agitada de lá. Mas ao mesmo tempo não quero voltar pois duvido que teria as mesmas oportunidades que estou tendo aqui. Pois então, enquanto estou construindo minha vida, procuro não pensar nisso. Agora começou uma nova fase da minha construção. Vida profissional e Microsoft. Tem tanta coisa que quero aprender e explorar. Foi assim também na Siemens e no mestrado. Parece que eu tive que deixar quase tudo de lado pra evoluir profissionalmente. E quando eu digo que nunca tive nem sequer uma paquerinha em 4 anos de EUA, ninguém acredita. Eu também não acreditaria.

Home sweet home outubro 21, 2008

Posted by Melissa Quintanilha in viver nos EUA.
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Minha sala agora esta completa com a chegada do sofa, do tapete e do lustre japones (mais conhecido como bolão). Que diferença que faz ter a casa toda linda desse jeito! Eu que estava sem muita vontade de sair, agora mesmo que vou querer ficar só em casa.

Eu ando meio desmotivada para exercícios. Quero voltar à ir pro trabalho de bicicleta, assim pelo menos já entro no ritmo. Quanto menos você faz, menos quer fazer. Ainda mais com o tempo frio e escuro. Eu não tenho ido pro trabalho de bike pq tem escurecido cedo e preciso de uma luz boa. Já encomendei com um pessoal da Microsoft e acho que chega na 4a. Aí sim eu volto a pedalar e espero que fique com mais disposição.

De volta à programação normal outubro 15, 2008

Posted by Melissa Quintanilha in divagacoes.
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São 9 da noite e eu mal consigo manter os olhos abertos. É o efeito do fuso-horário que ainda está rondando. Acho que amanhã já estarei 100%. Essa viagem foi uma experiência tão diferente que eu até esqueci da minha vida aqui. Agora está sendo como um recomeço. No trabalho eu mudei de sala e estou pra começar um projeto novo, o que dá uma ideia de que tudo é novo. Em casa eu recebo meu sofá e tapete no sábado. Já comecei a pendurar algumas coisas na parede. Comprei a luminária grandona pra sala e alguns ganchos. Tô finalmente me preparando pra começar a ajeitar a casinha e deixar tudo mais confortavel. Eba, vida nova parte 2!

Update:
Maledetto fuso-horário. Fui dormir ontem às 9:30 da noite, acordei às 3 da manhã e comecei a pensar em 500 coisas ao mesmo tempo: num problema do trabalho, na luz que preciso comprar pra minha bicicleta, na yoga que quero começar, na decoração da minha casa, na decoração da sala do trabalho, na arrumação da minha sala. Aí as 5 da manhã me deu uma fome danada, barriga roncando. E eu desisti de fingir que estava dormindo, comi algo e vim pra internet. Afff

Fotos de Hong Kong outubro 14, 2008

Posted by Melissa Quintanilha in viagens.
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Hong Kong style bus

Está no ar um album com 232 fotos de Hong Kong. O meu amigo português me chamava de “Mel chinesa” porque eu estava que nem os chineses quando viajam: tirando foto de TUDO. Agora entendo bem o lado deles. É tudo muito diferente do lado de lá do mundo. E olha que em Hong Kong tudo está escrito também em inglês. Imagina em outros países como Korea, Japão, Tailândia, etc.

Impressões asiáticas outubro 13, 2008

Posted by Melissa Quintanilha in viagens.
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Chegou ao fim a minha primeira breve jornada pela Asia. Breve em numero de dias mas tao rica no quesito experiencia. Minhas expectativas foram totalmente superadas e eu me via caminhando pelas ruas de Hong Kong sempre com um sorriso no rosto. Tao feliz de estar ali. O que eu mais gostava era de me meter no meio dos chineses, ser a unica de olhos azuis e nao-puxados por ali. Gostava de olhar pra cara de cada um e reparar no ritmo da cidade. Frenetico, diga-se de passagem. A cidade toda parece um formigueiro em meio aos arranha-ceus. Todo mundo correndo pra la e pra ca, esbarrando uns nos outros, brincando com seus gadgets eletronicos, falando no celular, comendo espetinho de polvo ou outras coisas nao-identificadas. Nunca vi tanta gente na rua, tanto movimento, tanto predio e tanto cartaz de neon. Tudo ao mesmo tempo. Meu lugar favorito de Hong Kong foi Mong Gok, um bairro cheio de comercio, com algumas ruas fechadas para pedestres, entupido de gente ate altas horas. La tinha de tudo: lojas, restaurantes, barraquinhas de comida, mercado de rua e feira de frutas.

Achei os Chineses muito educados. Fui bem tratada em todo canto, mesmo nao falando um pingo do idioma. Eles tem um jeito diferente de ser, mas sao uns fofinhos. Todos muito solicitos. Toda vez que eu queria alguma informacao na universidade, na rua ou em alguma loja, juntavam logo uns 5 pra ajudar. Pq cada um tem um vocabulario limitado de ingles, entao acho que juntando 5 da pra se comunicar. 😉 Na penultima noite fui a um restaurante tradicional onde tem o melhor pato de Tsim Sha Tsui. So tinha chines e o garcon fez uma demonstracao de como era a forma correta de se comer. Explicou como deveriamos usar cada molho (tudo na linguagem dos sinais). Na unica vez que arrisquei falar um chines, acho que fiz algo errado. Meu professor me ensinou como se fala “Obrigada”. Algo como “ng goy”. Entao eu falei para uma moca que me serviu um Dim Sum. E ela logo falou “ng goy bla bla bla bla bla”. Eu obviamente nao entendi bulhufas e fiquei sem saber se meu agradecimento estava certo ou nao. Mas eu tentei.

Durante os dias do congresso eu nao passeei tanto pela cidade pois ainda estava me adaptando ao fuso horario. Na 4a teve o jantar do congresso num lugar bem chique e aparentemente super turistico (tipo o Plataforma no Rio). Na 5a depois do fim do congresso fui fazer um tour de barco pelo harbour que fica entre Kowloon e Hong Kong island. Impressionante a quantidade de predios, luzes e neons. Depois acabamos jantando num restaurante indiano (otimo, por sinal) pois o tal restaurante famoso do pato so aceitava reserva pro dia seguinte.

Dei a sorte de conhecer um portugues no congresso. Tao gente boa e nos demos super bem. Acabamos passeando juntos os 2 ultimos dias. Eu ia passear com um colega da Ohio State mas ele ja no meio da viagem estava dizendo que estava sempre cansado, nao aguentava mais comidas “estranhas” e estava com saudade da cama dele. Ai ai, em menos de 1 semana fora. Tem gente que nao gosta mesmo de viajar.

No ultima dia eu e meu amigo portugues fomos a ilha de Lantau, onde esta a maior estatua do Buda a ceu aberto. Imensa e toda feita de bronze. Para chegar la pegamos um metro ate a ilha (aqui o metro passa por baixo d’agua em diversas partes) e na ilha pegamos um bondinho para chegar ate o Buda. O caminho do bondinho era lindo, passava por cima de varias montanhas e levava 25 minutos ate chegar ao Buda. Lantau fica bem perto do aeroporto que foi construido em uma ilha artificial. E’ muito estranho pois a ilha do aeroporto tem um formato geometrico que dificilmente seria visto em uma ilha de verdade. Para os chineses parece que a natureza ‘e so um mero detalhe. Constroem bondinho por cima de varias montanhas, aeroporto em uma ilha artificial, expandem o territorio por cima da agua e constroem metro e tunel por baixo d’agua.

No hotel tive uma mordomia com a qual nao estou acostumada: nao abri a porta nenhuma vez e nem sequer carreguei minha mala. No aeroporto o pessoal da imigracao e da seguranca te trata como gente. Tao diferente dos EUA onde rola sempre uma certa tensao. Minha visita a China terminou com chave de ouro quando na seguranca do aeroporto um dos segurancas olhou meu passaporte e falou “Oh, Brasil. Soccer! Everytime I think about Brasil, I think about soccer.” 😀

E’ bom ser brasileiro no mundo todo, ne?
Go Brasil sil silll!

Hello Kong Kong! outubro 7, 2008

Posted by Melissa Quintanilha in viagens.
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Uhuuuuuuuuu! To aqui, minha gente!
Cheguei no domingo a noite, debaixo de uma chuva torrencial. O aviao teve que ficar circulando no ar e disse que talvez a gente tivesse que pousar em outro lugar. Imagina se me deixam em outro canto da China que nao fosse Hong Kong? Ainda bem que, depois de muita turbulencia, conseguimos aterrisar em Hong Kong. De la retirei dinheiro no ATM e peguei um onibus pro hotel. O hotel ‘e bem bacana e super bem localizado. Pro local do congresso sao so’ 10 minutos de caminhada.

Cheguei no domingo morta, tomei um banho e fui dormir. Mas passei a noite inteira acordando. Toda hora achava que ja era hora de levantar. Na 2a de manha liguei pro Peter, um professor meu da Ohio State que foi criado aqui em Hong Kong. Encontrei com ele e mais 2 alunos da OSU aqui no local do congresso, fizemos a inscricao e fomos passear pela cidade pois o congresso so comecava mesmo na 3a feira. O Peter foi um amor pois passou o dia inteirinho de guia turistico com a gente. Primeiro fomos tomar cafe da manha num lugar super autentico. E de la saimos batendo perna por ai. Pegamos a balsa de Kowloon pra Hong Kong e de la subimos pro Victoria Peak (de onde se tem uma vista de HK e Kowloon). Andamos demais na 2a feira. A cidade ‘e lotada pra qualquer canto que se va. Parece o mercado Saara no centro do Rio. A noite ainda fomos para 2 mercados abertos. Aqui o lema ‘e “quantidade e nao qualidade”. Nossa, quanta bugiganga inutil que vendem por aqui. Sabem essas lojas de chines cheia de besteira? Aqui a cidade ‘e 90% assim. E’ claro que tem tambem o lado ocidentalizado com marcas como Gucci, Prada, Louis Vitton. ‘E muito doido pois tem horas que parece que estou na China, tem horas que parece que estou em NY.

Comprei uma pintura bonita pra colocar na minha sala e 2 toy arts (nao tinha como deixar de comprar isso aqui, ja que q esse movimento comecou em HK). Comi num restaurante desses que os frangos, patos e porcos ficam pendurados do lado de fora. Na verdade, o porco eu so fui ver depois de ter termindo a refeicao (ainda bem!). Ficava num beco na lateral, um porco inteiro pendurado. Enfim… eu ouvi um ditado que diz que a unica coisa com 4 pernas que um Chines nao come ‘e a mesa. hehehe. Vamo q vamo, ne?

E hoje foi o primeiro dia de congresso e ja fiz minha apresentacao! Uhuuuuuuu!
Achei as apresentacoes em geral umas buestas. Sinceramente, fiquei bem decepcionada. Fora os keynotes, o resto foi dispensavel. Na minha foi tudo bem, tinha bastante gente vendo e pareciam interessados. No final veio bastante gente falar comigo. Ate uma mulher de uma business school que trabalha com start ups. Quem sabe o BuddyWall nao sai da gaveta um dia?

Agora sao 9 da noite e eu sinto como se fosse madrugada. O fuso sempre me cansa no final do dia. Mas nao esta me impedindo de aproveitar.

Hong Kong aí vou euuu! outubro 4, 2008

Posted by Melissa Quintanilha in viagens.
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Atenção atenção! Chegou a hoooooooora!

Amanhã de manhã minha limosine passa pra me buscar. Sério… essa eu só acredito vendo! Vou voar Seattle – San Francisco e de lá direto pra Hong Kong. Vão ser ao todo 15h de viagem e chego em Hong Kong no domingo às 6pm (horario local) — o que pra mim vai ser tipo 3 da manhã. Vou chegar já podendo ir direto dormir até o dia seguinte. Vai ser brabo superar o fuso mas acho que é mais difícil quando se viaja para o oeste. Então talvez seja mais brabo na volta.

Já confirmei o vôo, confirmei hotel. Vi que do aeroporto de HK tem ônibus de 30 em 30 minutos que vai pro hotel. Então parece estar tudo no esquema. 2a feira eu não tenho compromisso então vou poder descansar e dar uma passeada. O congresso começa mesmo na 3a feira e eu apresento nesse dia à tarde.

Tô com um misto de animação e medo. Em Abril fui apresentar meu trabalho na Dinamarca e Italia com medo. E vi que não era um bicho-de-sete-cabeças. Agora lá vou eu sozinha pra China apresentar meu trabalho pra mais de 100 pessoas. Vamo q vamo, né?

E o próximo post será da Asia! 😀

Maré de sorte outubro 2, 2008

Posted by Melissa Quintanilha in Uncategorized.
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Eu tô mesmo numa maré de sorte. Eu que nunca ganho nada, hoje ganhei lá no trabalho um vale de US$50 da Amazon. Uhuuu! Logo da amazon que eu amo. E eu tava bem pensando que ia querer comprar uns livros quando voltasse do congresso.

A Microsoft tem um esquema de incentivar pessoas a não usarem o carro pra trabalhar. Eu já falei sobre esse site aqui no blog. Se chama R-trip e lá você registra todos os dias que foi trabalhar de ônibus, bicicleta, carona, andando… Dia 22 de setembro foi um tal de “world car free day”. E nesse dia eu fui de bicicleta pro trabalho. Aí agora eles sortearam 50 vales de US$50 da Amazon e eu fui um deles! Iupiiiiiiiii

Eles tem que dar incentivo pra quem for de bicicleta no inverno. Vou precisar de todo incentivo do mundo. Espero que eu aguente…

Nada está tão bom que não possa melhorar outubro 1, 2008

Posted by Melissa Quintanilha in amigos & familia, profissao.
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Sabem aquele dizer: “Nada está tão ruim que não possa piorar”?
Já ouviram alguém dizer o oposto?

Pois bem… Eu estou aqui maravilhada com a oportunidade de ir para esse congresso em Hong Kong. A Microsoft me deu uma semana de férias (após apenas 1 mês trabalhando), pagou minha inscrição no congresso, pagou minha passagem de avião, pagou meu hotel (que não é um albergue, como eu estava acostumada) e ainda vou poder usar o cartão corporativo para refeições e transporte.

Já tá uma beleza, né não? Mas tem mais! Hoje tive uma reunião com meu chefe e ele me perguntou se estava tudo certo pra viagem. E eu disse que sim, que já tinha comprado o vôo, reservei hotel, terminei minha apresentação. E ele me perguntou como eu ia pro aeroporto. Eu tô acostumada a pedir carona pra algum amigo (como sempre fiz em columbus). Mas não, minha gente. Eu vou pro aeroporto de LIMOSINE! hahahaha! É isso mesmo, uma limo! Ele disse que a MS tem convênio com essa empresa de limosine. Você liga e marca um dia para eles te pegarem em casa e outro dia pra te pegarem no aeroporto na volta.

Então tá, né?
A esmola é demais, e eu não desconfio. Como dizem os caras do Mc Donalds: I’m loving it! (Amo muito tudo isso! hehe)

No final da conversa ele ainda veio me falar de férias. A Microsoft dá 3 semanas por direito mas ele disse que se eu precisar de mais, é só falar. Falou que um cara da nossa equipe, que mora em Bangladesh, tirou um mês inteiro. Ficou trabalhando remotamente a 1a semana e o resto ficou de férias.

O meu chefe diz que só se importa em ver o trabalho sendo feito. Não importa onde eu esteja. Adoro essa mentalidade! E olha que já ouvi gente que trabalha na propria Microsoft reclamar de tanta coisa. Acho que depende muito da equipe que você trabalha. Que venham os próximos meses!